O dia de hoje foi feito de mergulhos
no mar da distância e da saudade,
enredado na seda que não queria quebrar
a união da presença.
Em casa encontrei o vazio e o cansaço.
E uma dor molhada subia no peito e
desaguava pelos olhos fora
em sulcos a que o rosto cedia.
Não sei se era mar se fonte
mas a boca sabia-me a sal.
O gesto de asa que perpassava pelo ar
tinha a força subtil de uma presença
etérea e real.
Era um voo solidário
E eras tu, meu Amor.
Tentei escrever o dia inteiro
mas a tormenta não mo permitiu.
A liberdade soltou-se na voz
nas palavras do outro lado da rua.
lia mar

Que grande poetisa temos nós aqui!
ResponderEliminarSão desabafos que às vezes não podem ficar dentro de mim.
EliminarMas não poetisa. Que responsabilidade se me sentisse como tal...
Belíssimo. Estou tentando imaginar o que seria se a "tormenta" lhe tivesse permitido escrever o dia inteiro.
ResponderEliminarEheheheheh!!! Pura e simplesmente, não escreveria nada.
EliminarA tua veia poetica não deves guardá-la só para ti pensa em publicar.
ResponderEliminarVeia nem sempre transporta sangue em corrente. E eu sou simplesmente, às vezes, escrevedora de coisas que são muito pessoais.
Eliminarola lia do dia maritimo
ResponderEliminaro dia de hoje trouxe "vazio de alma"? espero que o de amanha lhe traga a alma cheia continue com o perfume da sua maresia
até sempre fa matos
O vazio de alma não escolhe dia. E hoje não trouxe, certamente. Mas a vida traz momentos de fuga e de vazio.
EliminarContinue à descoberta das coisas vivas, ainda que olhares menos atentos passem ao lado.