terça-feira, 6 de novembro de 2012

INESPERADO




Na folhagem morna do
entardecer
pétalas se abriam.
Nácar intenso de verde mar
águas em ondas de sal
roçagando na nudez
da praia, ávida de húmidos
beijos
de afectos enrolados.
Praia imensa exposta à
brevidade do momento
eterno
À plácida luz do luar de
tréguas na noite de brisas.
Reflexos da cor do           
aroma estonteante
dos sentidos
em redondos movimentos
no acerto das coisas esperadas.

E era manhã de rumores

nas árvores.
E era tarde de cansaços vários.
E era noite e era paz.
E era outra vez dia!

                         lia mar


11 comentários:

  1. Nesta miscelânia de acontecimentos o que é que foi de facto INESPERADO?

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  2. Quem será o D. Sebastião?
    Ele aparecerá neste local, Eden, dos teus desejos!...

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    1. E é que aconteceu a escrita num tom inesperado.
      Não esperava qualquer D. Sebastião. Esse que deu origem à espera já só é lembrado pela história e receio bem que tenha tido uma tal força, que virou forma de estar dos portugueses. Sempre à espera que alguém faça o milagre de vida. Por isso, estamos a viver este mal-estar tão crucial.

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  3. Demasiado sentimental para mim.
    Fotografia bonita.

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  4. Sentimos, vivemos...e se algo de inesperado acontece, que seja Bom, que nos preencha...

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  5. ola lia já li e gostei especialmente da inesperada imagem :"os redondos movimentos no acerto das coisa esperadas".
    De certeza que o mar é sempre oceano para ti. Bjão fátima

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  6. E era e era e era...AHHH...SAUDADE...

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  7. Bela poesia sobre o mar. Tem tanto de belo como de mau!

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