Imóvel no sufoco contido.
No interior de mim o ar se comprime
em densa nuvem.
Fecho os olhos. Redondas
bátegas deslizam uma, a uma,
nesta casa imensa que habito.
O sol arrasta consigo crostas de desatino.
A água lava as negras sombras
de antigas dores.
Na alvura das paredes teus
versos desenham, pintam
caminhos floridos.
Ah meu amor como é linda
agora a minha casa!
Entra. A porta abre-se em abandono e
fragrância de suaves magnólias.
lia mar

Sem comentários:
Enviar um comentário