domingo, 25 de novembro de 2012

QUE COISA...


                 Que coisa tão grave me constrange do amor?
               Não! Não vou abrir portas, nem túneis, nem janelas.
               Vou trancar-me com afinco nesta morada que é minha.
               Espreito o sol por uma fresta que vou abrir no telhado.   

               Vejo a luz, sinto a vida, mas ninguém me há-de olhar.

               Amo, amo com fervor. Não sei viver sem amor.
               Mas quem eu amo lá fora... fica cá dentro comigo.

                                                                                           lia mar




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