E eu encostada na preguiça
do esforço de levantar.O dia clareando sombras
que a noite tecera.
A vida fervilhando
no rebuliço da manhã.
E um poema à minha espera.
Um lindo poema em que o
fim ficou suspenso.
Os sonhos tresmalhados não
conheciam limites de tempo
nem de espaço.
A fome e a sede se transformavam
em fontes de cristalinas águas
que quedam libertas das
intocáveis e íngremes montanhas,
onde pássaros de fogo
habitam na paixão de existirem.
lia mar
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