segunda-feira, 25 de março de 2013
terça-feira, 19 de março de 2013
domingo, 10 de março de 2013
VAZIO
Dorme ainda o casario na
manhã que emerge envolta
na obscuridade húmida.Vazio o jardim.
Mutiladas as árvores
abandonadas à sua
grandiosidade solitária.
Já nem abrigo são.
- os pássaros as deixaram -.
Verde da relva...
Castanho das folhas no chão
tombadas...
O silêncio dói.
Na raiz do eu, o só se constrói.
Asas que já o não são
se quedam.
O voo submerso na
anulação de ser.
lia mar
sexta-feira, 8 de março de 2013
QUEM SABERÁ DIZER-ME?
Na minha frente o calendário
não me dá respostas.
Será como a história domal-me-quer, bem-me-quer?
É este ou aquele?
E o gato persegue o rato
e não chega o dia de se encontrarem.
E não chega o momento de eu descobrir:
é este ou aquele?
Quem saberá dizer-me?
A lua? Talvez. Mas está tão longe... Tão fria!
O sol? É tão quente que a mente queima.
O mar? Tão louco que enrola a vida.
O vento? Tão veloz que arrasta o sonho.
A brisa? Tão meiga que me afaga inteira.
O melro? Tão livre que o tempo não é tempo.
Quem saberá dizer-me?
lia mar
quinta-feira, 7 de março de 2013
A VIDA NÃO É
A vida não é. Acontece!
Vive-se o agora. O antes são os fios ténues delicados
ou vigorosos e firmes
perlados de gotículas de orvalho
temperados pelo sol da manhã
pelos ventos inclementes.
- marcas indeléveis com que se
foi tecendo a teia da existência.
Porto ancoradouro da hora presente
onde o devir buscará nichos.-
Novos fios emergem se entrelaçam
e pedaços de teia vão ganhando
novas formas novos contornos
novas cores novas musicalidades.
Um espanto não sei se de
inquietude se de maravilhoso
sempre espreita em cada
curva da imensa estrada...
lia mar
terça-feira, 5 de março de 2013
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