Um grito calado, sofrido
que irrompe por entre os caminhos
e se detém junto à porta.
Tem medo de gritar, o grito.
Sombras e grades sufocam o
alvorecer da manhã. O sol
rasteirinho se estende no leito
de cinzas que o amor deixou
coladas na alvura do lençol.
Que fazer, Amor, com o fruto
que permitimos que emergisse
se sabíamos a sua fragilidade?
lia mar

Sem comentários:
Enviar um comentário