DOCEMENTE
Docemente me curvei sobre o quadro
da poesia, no chão assassinada.
Com minhas mãos de cera a despeguei
daquele chão de lama, sangue e visco.
Com meu bafo quente a aqueci.
Escutei um leve suspiro e a cedência.
Suavemente a aconcheguei no meu
peito e senti-a entrar na minha alma.
lia mar
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