Dorme ainda o casario na
manhã que emerge envolta
na obscuridade húmida.Vazio o jardim.
Mutiladas as árvores
abandonadas à sua
grandiosidade solitária.
Já nem abrigo são.
- os pássaros as deixaram -.
Verde da relva...
Castanho das folhas no chão
tombadas...
O silêncio dói.
Na raiz do eu, o só se constrói.
Asas que já o não são
se quedam.
O voo submerso na
anulação de ser.
lia mar





