domingo, 10 de março de 2013

VAZIO


Dorme ainda o casario na
manhã que emerge envolta           
na obscuridade húmida.
Vazio o jardim.
Mutiladas as árvores
abandonadas à sua
grandiosidade solitária.
Já nem abrigo são.
- os pássaros as deixaram -.

Verde da relva...
Castanho das folhas no chão
tombadas...

O silêncio dói.
Na raiz do eu, o só se constrói.
Asas que já o não são
se quedam.
O voo submerso na
anulação de ser.

                    lia mar

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