sexta-feira, 18 de julho de 2014

ESPERA

Acordei na claridade do sol.
Meu coração cobri com o vestido de festa.
Emoldurei-o com uma grinalda de flores silvestres.
E permaneci assim o dia inteiro.
Assim, perfeita e linda
preparada para o encontro da noite.

Em espessas brumas chegou a noite.
A espera iniciou o seu caminho solitário.
Os sinais que enviei pelos pássaros
perderam-se no emaranhado da incerteza.

Doeu a lonjura da espera.
Perdeu-se o meu olhar na ausência de ti.
Quedei-me numa serena tristeza.

Minhas asas
tombadas
arrastadas
na folhagem fofa do jardim.
                                             lia mar
                                         


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