quinta-feira, 11 de abril de 2013

RUBRAS PAPOILAS


Por entre doiradas searas
emergem leves, ondulantes,  
num hino de esplendor,
tímidas rubras papoilas.
Olham o sol com gratidão.
Transmitiu-lhes a força
a coragem, o calor, a luz.

Libertadas do abrigo da 
terra maternal e morna
que pela sua escuridão, as 
mantinha no sono cálido de 
onde era urgente despertar.

Ei-las agora, frágeis e belas!
Harmonia natural em ondas de 
simplicidade, de grande vivacidade.
Puro deleite dos olhos!
Um crescendo de sensações
incontidas no coração que 
se predispôs a acolhê-las
numa entrega sem regras.
Suavidade, deslumbramento
e um intenso sorriso de alma.
Encontro estonteante
carregado de magia.

Ei-las, as rubras papoilas!

                        lia mar


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