Por entre doiradas searas
emergem leves, ondulantes,
num hino de esplendor,
tímidas rubras papoilas.
Olham o sol com gratidão.Transmitiu-lhes a força
a coragem, o calor, a luz.
Libertadas do abrigo da
terra maternal e morna
que pela sua escuridão, as
mantinha no sono cálido de
onde era urgente despertar.
Ei-las agora, frágeis e belas!
Harmonia natural em ondas de
simplicidade, de grande vivacidade.
Puro deleite dos olhos!
Um crescendo de sensações
incontidas no coração que
se predispôs a acolhê-las
numa entrega sem regras.
Suavidade, deslumbramento
e um intenso sorriso de alma.
Encontro estonteante
carregado de magia.
Ei-las, as rubras papoilas!
lia mar
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