Teia de aranha!
Um emaranhado sem saída.
Um desconforto sem limite.Uma prisão que prende,
agrilhoa até aos ossos.
Dilacera a alma.
Querer abrir os braços
e não os poder mexer.
Querer dar um passo
em frente e permanecer
imóvel, agarrado ao chão.
Querer respirar e o ar se
adensar em negra nuvem.
Um mortal sucumbir
lento, em declínio.
Num desespero de querer
viver, romper as grilhetas
um súbito e angustiante:
UAU!
lia mar
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